Yama - Código de ética do Yoga

09/07/2021 14:26

Os nove passos:

1.0.YAMA (prescrições morais)

1.1.ahimsa ou não violência

Ahimsa ou ainsa (do sânscrito अहिंसा, ahimsâ, "não injúria") é um princípio ético-religioso adotado principalmente pelo jainismo e presente no hinduísmo e no budismo, e que consiste em não cometer violência contra outros seres.[1] O ainsa é inspirado pela premissa de que todos os seres vivos têm uma centelha da energia espiritual divina; consequentemente, ferir alguém é ferir a si próprio. O ainsa também se relaciona à ideia de que qualquer violência tem consequências cármicas. Antigos estudiosos do hinduísmo foram pioneiros na formulação do conceito de ainsa e o desenvolveram ao longo do tempoː contudo, o princípio do ainsa veio a atingir particular importância na ética jainista.[2][3]

O preceito de "não causar dano" do ainsa inclui intenção, palavras e pensamentos do praticante.[4][5] A literatura clássica do hinduísmo, como o Mahabharata e o Ramáiana, e estudiosos contemporâneos[6] costumam debater os princípios do ahnsa em situações de guerra e de defesa pessoal, fornecendo elementos para a doutrina da guerra justa.[7] No Ocidente, o princípio do ainsa popularizou-se (ainda que de uma forma distorcida, segundo alguns) graças a Mahatma Gandhi (1869-1948).[8]

Antigos textos védicos

O conceito de ainsa se desenvolveu ao longos dos textos védicos.[13][14] Os textos mais antigos, enquanto discutem os rituais de sacrifício de animais, mencionam, indiretamente, o ainsa, porém sem enfatizá-lo. Ao longo do tempo, os rituais e o conceito de ainsa foram sendo continuamente refinados e enfatizados, até que, no período védico tardio (por volta de 500 a.C.), o ainsa se tornou a virtude máxima. Por exemploː o hino 10.22.13 do Rigveda usa as palavras satya (verdade) e ahimsa numa oração ao deus Indra.[15] Mais tarde, o Iajurveda, datado de 1000 a 600 a.C., dizː "possa todo ser me olhar com olhos benévolos, possa eu fazer o mesmo, e que ambos possamos nos olhar com os olhos de amigo."[16]

O termo ahimsa aparece no texto Taittiriya Shakha do Iajurveda (TS 5.2.8.7), se referindo à não injúria ao próprio sacrificante.[17] Aparece várias vezes no Satapatha Brahmana com o sentido de "não injúria".[18] A mais antiga referência à ideia de não violência a animais (pashu-ahimsa) está no Kapisthala Katha Samhita do Iajurveda (KapS 31.11), que foi escrito por volta do século VIII a.C.[19] Bowker diz que o termo aparece porém com pouca frequência nos principais Upanixades.[20] Kaneda cita exemplos de uso do termo nos Upanixades.[21] Outros acadêmicos[22][23] sugerem que o ainsa começou seu desenvolvimento nos Vedas, até se tornar um conceito central dos Upanixades.

O Chāndogya Upaniṣad, datado do século VIII ou VII a.C., um dos mais antigos Upanixades, tem a mais antiga evidência do termo ahimsa no sentido comum do hinduísmo (como um código de conduta). Ele proíbe a violência contra "todas as criaturas" (sarvabhuta), e o praticante de ahimsa é tido como capaz de escapar ao ciclo das metempsicoses (CU 8.15.1).[24] Alguns estudiosos acreditam que o conceito tenha sido uma concessão do hinduísmo védico à crescente influência do jainismo.[25]

O Chāndogya Upaniṣad nomeia o ahimsa, junto com o satyavacanam (verdade), arjavam (sinceridade), danam (caridade) e tapo (penitência/meditação), como as cinco virtudes essenciais (CU 3.17.4).[26][27]

Literatura épica

O Mahabharata menciona, várias vezes, a frase Ahimsa Paramo Dharma (अहिंसा परमॊ धर्मः), que significa, literalmente, "a não violência é a mais alta virtude moral". Por exemploː o Mahaprasthanika Parva, que é o 17º dos dezoito livros que compõe o Mahabharata, tem o versoː[30]

अहिंसा परमॊ धर्मस तथाहिंसा परॊ दमः।
अहिंसा परमं दानम अहिंसा परमस तपः।
अहिंसा परमॊ यज्ञस तथाहिस्मा परं बलम।
अहिंसा परमं मित्रम अहिंसा परमं सुखम।
अहिंसा परमं सत्यम अहिंसा परमं शरुतम॥

Esse trecho enfatiza a importância capital do ainsa dentro do hinduísmo, significando, literalmenteː "O ainsa é a mais alta virtude, o ainsa é o mais alto autocontrole, o ainsa é o maior presente, o ainsa é o melhor sofrimento, o ainsa é o mais alto sacrifício, o ainsa é a melhor força, o ainsa é o maior amigo, o ainsa é a melhor felicidade, o ainsa é a verdade mais elevada, o ainsa é o melhor ensinamento".[31][32] Outros livros do Mahabharata que discutem a frase Ahimsa Paramo Dharma são o Adi Parva, o Vana Parva e o Anushasana Parva. O Bagavadguitá, entre outros temas, discute qual a resposta apropriada diante da violência da guerra, desenvolvendo os conceitos de violência legítima e guerra justa. Entretanto, não há consenso sobre esta interpretação. Gandhi, por exemplo, interpreta este trecho como uma metáfora para a guerra interna que se processa dentro de todo ser humano que é confrontado por dilemas morais.[33]

Vida não humana

O preceito hindu de "não causar injúria" se aplica aos animais e a todas as formas de vida. O preceito não se encontra nos versos mais antigos dos Vedas, mas se tornou progressivamente uma das ideias principais dos Vedas entre 500 a.C. e 400.[55][56] Nos textos mais antigos, numerosos ritos de sacrifício de animais como vacas e cavalos são destacados, e não há, praticamente, menção ao ainsa aplicado a vida não humana.[57][58]

Escrituras hindus datadas entre os séculos V e I a.C., enquanto discutem a dieta humana, inicialmente sugerem que carne kosher pode ser consumida; posteriormente, sugerem que somente carne obtida em rituais de sacrifício pode ser consumida. Finalmente, diz que os homens não devem comer carne pois isso causa sofrimento aos animais, e versos descrevem que a vida nobre é a que vive apenas de flores, raízes e frutas.[59][60]

Textos posteriores declaram que o ainsa é uma das virtudes fundamentais, e declaram que ferir ou matar qualquer ser vivo é contrário ao darma (lei moral). Finalmente, a discussão nos Upanixades e nos épicos hindus[61] passa para a discussão sobre a possibilidade ou não de o ser humano conseguir viver sem ferir os animais e as plantas; quais e quando as plantas ou os animais podem ser comidos; se o ferir animais torna os homens menos compassivos; e se e como os seres humanos podem causar o menor dano possível aos não humanos, dada a exigência do ainsa e as necessidades próprias dos seres humanos.[62][63] O Mahabharata permite a caça realizada por guerreiros, porém a proíbe no caso de ermitões, que precisam ter uma conduta estritamente não violenta. O Sushruta Samhita, um texto hindu escrito no século III ou IV, no seu capítulo XLVI, sugere que o melhor remédio para curar certas doenças é uma dieta apropriada, e recomenda peixes e carne para tratar várias doenças e para mulheres grávidas.[64][65] O Charaka Samhita descreve a carne como o melhor alimento para os convalescentes.[66]

Ao longo dos textos do hinduísmo, existe uma profusão de ideias quanto à aplicação do ainsa a vidas não humanas, porém não existe um consenso.[67] Alsdorf defende que o debate e as divergências entre os vegetarianos e os carnívoros eram significativos. Até as exceções apresentadas - rituais de sacrifício e caça - eram contestadas pelos partidários do ainsa.[68][69][70][71] No Mahabharata, tanto os carnívoros como os vegetarianos apresentam vários argumentos para sustentar seus pontos de vista, e um caçador defende sua profissão em um longo discurso.[72]

Muitos dos argumentos a favor da não violência para com os animais se referem à satisfação que tal atitude gera, bem como a seus supostos efeitos cármicos.[73][74][75]

Os antigos textos hindus discutem o ainsa aplicado à vida não animal. Eles desencorajam a destruição aleatória da natureza, inclusive de plantas selvagens ou cultivadas. Ermitões (sannyasins) são estimulados a adotar uma dieta à base de frutas para evitar a destruição de plantas.[76][77] Acadêmicos[78][79] defendem que os princípios da não violência ecológica são inatos à tradição hindu, e que sua fonte conceitual é a virtude cardeal do ainsa.

A literatura clássica do hinduísmo existe em muitas línguas indianas. Por exemploː o Tirukkuṛaḷ, escrito entre 200 a.C. e 400, algumas vezes chamado de "Veda tâmil", é um dos mais queridos clássicos do hinduísmo escritos em uma língua do sul da Índia. O Tirukkuṛaḷ dedica os capítulos 26, 32 e 33 do Livro 1 à virtude do ainsa, enfatizando, respectivamente, o vegetarianismo, a não violência e o não matar. O Tirukkuṛaḷ aplica o ainsa a todas as formas de vida.[80][81]

Ioga

O ainsa é imperativo para os praticantes do raja-ioga de oito partes de Patânjali. Faz parte da primeira parte, sendo o primeiro dos cinco yamas (autoproibições). A primeira parte, junto com a segunda parte, constitui o código de conduta da ioga.[95][96][97][98] O ainsa ainda é um dos dez yamas do hata-ioga de acordo com o verso 1.1.17 do clássico manual Hatha Yoga Pradipika.[99] O significado do ainsa como a primeira proibição da primeira parte da ioga é a de que ele é o fundamento para o progresso futuro do praticante. É o precursor do asana, ensinando que o sucesso da prática da ioga requer a purificação prévia dos pensamentos, palavras e intenções do praticante através do ainsa.

MAHAHRDAYA

Para paz de consciência devemos eliminar o máximo os conflitos que nos atormentam, adotamos a violência como ato de manifestação mais apelativa, a violência ocorre a todo momento, sobre nossos atos e moralidade, sempre nos dizemos, eu não faço isso, que absurdo, coitadinho, mata logo, não tenho nada a ver com isso, prende, se vinga que merece...dentre muitas outras formas cotidianas do ser humano pensar. Cada vez mais as crianças só pensam em jogar games violentos, os filmes atuais colocam a violência como entreterimento máximo e amplos noticiários e outras mídias, os adolescentes também, e adultos. Ahimsa é Ser um Ser Humano, pacifico, ao invés de explodir, pratique rápido um pranayama, cante um mantra, faz uma trilha, sorria o tempo inteiro e tenha consciência limpa. Praticamos a violência em nós mesmos o tempo todo, quando superamos um movimento por exemplo, quando iliminamos outros orgânismos vivos que invadem nosso organismo. quando falamos palavras de baixas vibrações energéticas, quando julgamos dentre muitos outros. No caso da alimentação existe a cadeia alimentar, que deve ser unidos a produção, não seria legal se as plantas estivessem no topo da cadeia alimentar, e ser devorado por plantas em nossos jardins, assim como não seria legal, bois, porcos, peixes, aves devorarem os seres humanos, apesar de existir alguns, mais imagine todos. Resultado não estaríamos a salvo no topo da cadeia alimentar, pois controlamos de forma no qual possamos ter alimentos de quase todas espécies, e planos, o mineral, vegetal e animal, somos do plano Humano, como a demografia populacional cresce, aumenta a população mundial a séculos, todo o inicio das cidades, foi graças a alimentação animal, em todas partes do mundo, ser vegetariano ou vegano, não diminui a responsabilidade coletiva de alimentar a todos, de forma mais segura, porém, a experiência de ser vegetariano é incrível, mais Ahimsa vai além disso, no coletivo também. não adianta ser vegetariano e brigar com o garçom por que veio um pedaço de linguíça no caldo verde, a dieta animal está em todo lugar, importante o ser humano tirar uns anos para ser vegetariano, vivenciar Ahimsa na alimentação, mais lembre-se as plantas e minérios também estão vivos, assim como as frutas.

Ahimsa é a não violência da educação alimentar, não desperdiçar, montar o prato de alimento com harmonia, não exagerar em nada, equilibrio de temperos e saúde individual e coletiva, da educação do uso das palavras, usando-as de significado bom, não produzir ou visualizar mídias negativas, de terror, vingança, ódio, dentre muitos outros. Falar bem de todos e não julgar.

1.2.satya ou não mentir

Satya ou Sathya é uma palavra em sânscrito que vagamente se traduz ao português como "verdade" ou "correto". É uma expressão de poder devido a sua pureza e significado. Tornou-se o emblema de muitos dos movimentos sociais pacíficos, particularmente aqueles centrados na justiça socialambientalismo e vegetarianismo.

MAHAHRDAYA

Com a globalização neste século XXI os recursos naturais, ficaram mais competitivos e abaixaram os preços, deixaram de ser regionais, a base de troca, atendendo uma quantidade maior de pessoas, isto acontece devido o rural esta se deslocando para grandes cidades, a industrialização é a opção das grandes cidades para atender a demanda de seus moradores e visitantes. A tecnologia, mistura-se ao organismo, na produção, tratando nossos queridos irmãos, os animais como verdadeiro produtos, poluindo o ar e a água, porém se todos fossemos vegetarianos, também não teria sem a industria, local, pois nem todo planeta é fértil seu solo, quantidade certeira, período certo para colheita, provocaria desmatamento do mesmo jeito, a logística do planeta tem que mudar, e o poder trocaria de mãos, pois se fossemos todos vegetarianos, os países de solo fértil, seriam os dominantes junto os do petróleo ou energia elétrica, começaria uma nova re-colonização por estes territórios de solo fértil. Sem a indústria não tem como atender tamanha demanda de seres humanos, animais, vegetais que rodeiam o planeta, principalmente em grandes cidades. Comer cápsulas vegetarianas, seria mesmo assim necessário uma indústria mesmo que tecnologicamente avançado para produzir tantas. O Biodegradável também altera o meio ambiente e retira-se dele e depois devolve menos dano, mais acaba por alterar também. Satya nestes ramos do conhecimento é verdade, correto, mais como ser corretos quando os meios não permitem, sejamos inteligentes, esta herdada de Deus, produzir cada um a sua comida e utilidades, voltamos ao rural. Satya é sermos justos uns com os outros, antes de tiramos nossa própria responsabilidade por sermos seres humanos, e dependemos dos processos atuais para existir, somente guerras e epidemias exterminam seres humanos, estes gerados pelos recursos naturais e culturais. Satya é falar a verdade, ser honesto consigo e com as outras pessoas, conhecer a verdade da realidade humana, saber ser a Verdade o Todo.


1.3.asteya ou não-roubar

Uma das definições de Asteya é “não roubar, não se apropriar dos bens dos outros e não praticar a corrupção”.

Mesmo que nosso país possua má reputação no assunto e esteja, de fato, adoecido neste tema, podemos começar a olhar sobre as pequenas “corrupções” do nosso dia a dia.

Já aprendemos desde crianças que pegar algum objeto de alguém não é bom para nossa moral. Porém há outros aspectos que precisam ser levados em conta para garantir a harmonia nas relações externas e internas durante a vida toda.

Veja a seguir, 6 atitudes que distanciam você da busca de Asteya:

1. Combinar compromisso / encontro e desmarcar

A rotina de todos é corrida e muitas vezes as circunstâncias fazem com que mudemos nossa agenda.

Mesmo assim, quando combinamos algo com algum indivíduo ou grupo, ele se prepara para aquele momento e reserva aquele tempo específico para a gente.

Quando desmarcamos uma ou duas vezes é normal. Mas quando isso se repete, podemos perder a confiança daquela pessoa e estar roubando o tempo dela.

2. Marcar algum serviço e não comparecer

Da mesma forma, quando marcamos algum serviço e não comparecemos ao local sem avisar previamente, “roubamos” o tempo e recursos daquela empresa.

Tempo e recursos de uma empresa são itens que a fazem existir e se manter.

3. Chegar atrasado numa reunião ou encontro

Quando temos reunião ou encontro, é esperada a nossa presença. As pessoas contam conosco. O tempo perdido delas é igual ao nosso tempo perdido, não volta.

Em algumas cidades e horários, o atraso já é calculado pelo grupo, devido ao trânsito e o pico de engarrafamentos. Então, a margem de atraso é aceitável nessas circunstâncias.

4. Imitar uma ideia sem o consentimento do outro

Quando falamos em Asteya, também falamos sobre ideias. Parece muito sutil, mas quando temos uma ideia, esperamos que nenhuma pessoa venha competir com ela, principalmente quando se trata de algo comercial.

Mesmo que haja competição na sociedade, a ideia aqui é a cooperação e o bom senso.

5. Invejar a vida de alguém

Admiração é aquilo que faz você olhar uma realidade e se inspirar.

No entanto, quando ficamos ruminando sobre a realidade de alguém, pensando na vida da pessoa e desejando algo dela, a inveja se instala.

Nosso tempo deve ser investido em criar uma vida boa e feliz para nós e os que nos rodeiam.

Por isso, não é recomendado desejar estar no lugar de outra pessoa, afinal nas mídias sociais são mostrados fragmentos da realidade.

Em questão energética, inveja também é uma forma de roubar energeticamente/sugar uma pessoa.

6. Ficar muito tempo “encantado” com alguém

Temos acesso à intimidade das pessoas em grandes proporções hoje em dia com as mídias sociais. Ao mesmo tempo que isso torna a comunicação mais rápida e dinâmica, a exposição da vida íntima é exagerada.

Vemos o casamento, o aniversário, as férias em Paris e as formaturas de diversas pessoas com as quais não temos relação na vida real.

Pode ser que aquelas fotos belas e com descrições poéticas nos toquem o coração. Mas precisamos cuidar para que não fiquemos pensando naquele mundo “mágico” do outro por muito tempo.

Podemos sim nos inspirar e admirar, mas cuide para não extrapolar, pois essa dinâmica pode consumir a energia que poderia ser depositada na sua vida.

MAHAHRDAYA

Asteya é construir, não roubar, em uma consciência de uma personalidade sobre o coletivo, qual será o melhor caminho, quem manda?  Nossa Integridade no "Eu Sou" "Eu Fiz" a consciência de que você é integro, ou seja, tem personalidade e acolhe o coletivo, não roubar é saber que toda inteligência vem de Deus, e para Deus volta, devemos sem julgar o próximo e roubar uma inocência, um trabalho mais apurado, ou um reforço para re-inclusão social, não roubarmos a paz no mundo, Asteya é construir sempre no bem pelo bem, para seu próprio bem e para o bem de todos.


1.4.brahmacharya ou não dissipar a sexualidade

Acima de tudo um brahmacharya deve compreender os textos sagrados, estudar estes textos e traduzi-los, textos estes seja de qual cultura for, aqui de Yoga devem ser vivenciados e otimizados, prevalecendo o patrimônio inicial, adaptando sem tirar a essência estes textos sagrados a nossa época. Quanto a energia criadora ou sexual, deve-se rever as prioridades, acumular esta energia gera sabedoria.


1.5.aparigraha ou não cobiçar

Aparigraha: a filosofia de Desapego do Yoga

Aparigraha em sânscrito significa não acumular, desapego, não possessividade e não ser ganancioso.

sadhus da india e nepal - aparigraha - desapego yoga

Os Sadhus deixam todo seus bens materiais e moram nas cavernas, florestas e templos da Índia e do Nepal com foco na prática espiritual. Foto: Sebastian Lambarri

Pense bem: se até mesmo nosso corpo físico é “emprestado” a nós nesta vida, imagine o restante?

Tudo o que “possuímos”, na verdade, nos é emprestado. Então, quando usamos objetos, imóveis ou ocupamos uma função, é interessante se ter a consciência de que aquilo não nos pertence, mesmo que tenhamos adquirido.

Este tipo de desapego é saudável para que saibamos compartilhar sem egoísmo o que temos.

 

Praticando o Desapego com Equilíbrio

muher negra de olhos fechados meditando leve - praticando aparigraha nos pensamentos

Há pessoas que mergulham tão fundo na onda do desapego que doam seus pertences valiosos, mudam-se para ecovilas ou vivem viajando em uma van.

Sem fazer julgamentos sobre o livre-arbítrio de cada indivíduo, não estou querendo dizer que você deve compartilhar sua casa com estranhos ou não desejar abundância. Não estou falando que você não pode sonhar com o que deseja na sua vida material e adquirir o que será bom para seu conforto.

A ideia é usar o bom senso para comprar e manter o que realmente usamos. 

Nem mesmo estou defendendo que as pessoas sejam descartáveis e os vínculos em nossos relacionamentos não sejam importantes. Muito pelo contrário, a qualidade e profundidade dos relacionamentos é peça-chave para nosso contentamento.

O problema é quando o apego foge da normalidade e achamos que algo ou alguém nos pertence e acabamos aprisionando itens ou pessoas sem dar lugar ao novo.

 

Consumo saudável

O desapego saudável é aquele que faz com que o indivíduo compre de forma consciente contribuindo, desta forma, com o Meio Ambiente, gerando menos lixo.

Ao consumir de forma inteligente, gastamos menos recursos em produtos que não serão tão úteis e nos tornamos mais eficientes, assim como nossa conta bancária!

Relacionamentos saudáveis

A não-possessividade harmoniosa diz respeito a entender que as pessoas não são nossas, e sim, partilham momentos bons com a gente. Respeito e equilíbrio na troca é bom para todos.

Leia também: Desapego no amor com Florais de Bach

Mente saudável

O não-acúmulo tem relação com a abundância, pois quando desapegamos de objetos, pensamentos negativos e crenças limitantes, evoluímos como pessoas e deixamos nosso ambiente residencial ou profissional mais clean e funcional.

Uma mente desapegada, por exemplo, abre-se para o novo, aprendendo mais rápido que uma mente fechada. E uma mente menos cheia, consegue ter espaço para pensar melhor e aproveitar cada momento.

Casa saudável

O acúmulo de produtos gera energia estagnada e isso afeta a frequência do local.

Pense bem: se toda matéria tem energia, imagina como algo parado possa contribuir de alguma forma?

Então, já pensou que o externo afeta nossas sensações internas? Será que não está na hora de rever os conceitos e os itens guardados que estão estagnando sua vida?

 

Desapego no Yoga e na Meditação

mulher meditando em lótus

Os praticantes de Yoga sentem bem-estar já nos primeiros meses de aula.

No entanto, com as mídias sociais, as posturas de yoga (ásanas) mais difíceis se tornaram a grande meta de muitos adeptos. A foto fazendo um ásana desafiante se torna mais importante do que a própria aula.

Quando desapegamos das questões estéticas e fugimos das comparações, estamos aprendendo o desapego. Quando focamos nas sensações da aula e colocamos nossa prática como algo sagrado, não importando tanto o ego. É aí que acontece a mágica!

Muitas pessoas meditam com o fim de alcançar algo. No entanto, cada prática de meditação pode ser vista como um contato com nosso interior e a Consciência Suprema.

Durante a execução de ásanas e meditação obtemos resultados surpreendentes quando aprendemos estar no momento presente sem expectativas futuras.

Ao desapegarmos dos resultados de nossos esforços tanto em relação à meditação como nas ações diárias durante nossa trajetória, tornamos a vida mais leve.

Enfim, toda a abundância proveniente de recursos naturais e das criações do Homem são incríveis.

O que você acha de encontrar essa grandeza toda dentro de você? Para isso, dê espaço na casa, no corpo e no coração!