Arte

08/05/2015 22:24
  1. Arte

 

Temos na arte um exemplo claro de perfeito e imperfeito, uma arte visual, pintura ou escultura a exemplo, quando elaborada com perfeição sobre os moldes da Mãe natureza, como uma paisagem natural seja qual for, uma paisagem ou a forma humana, vamos adotar a paisagem na pintura e a forma humana na escultura. A paisagem como cópia pelo perfeito e a escultura também, o resultado é o perfeccionismo, porém até qual valor necessariamente a cópia exata do que já existe na realidade natural representa os sentimentos, emoções do artista e das pessoas que visualizarem a obra. Na Grécia antiga, o perfeccionismo das esculturas humanas espalhadas pela cidade com o tempo, pela busca da perfeição, ganharam vida aos olhares do publico, habitantes das tais cidades, visitantes, que com o tempo começaram a não diferenciar seres humanos reais de estatuas, esculturas gerando pânico noturno, como caminhar em um cemitério rico com estatuas de tamanho natural humano, a perfeição neste caso passou a ser vista como um problema, assim como a pintura exata da paisagem da janela, passou a ser desvalorizadas como obra perfeita, devido ao ato de poder agraciar a paisagem pela janela natural real, tais perfeições soa mesmo obras de artistas bons no oficio, mais se inseridas em ambientes errôneos, se tornam desnecessárias, sendo o imperfeito uma causa da solução como obras abstratas, como melhor representação dos sentimentos e emoções pelo subjetivo do ser.

O valor de uma arte não esta nem na perfeição e na imperfeição, mais na vontade do artista em expressar sua causa, em provocar a mudança, na junção da qualidade e desqualidade, na projeção da imaginação.

Como inspiração cabe ao artista encontrar em si e no coletivo sua motivação de essência antes de qualquer inicio de obra, sobre pena de não terminá-la, de não produzir uma obra representativa dos mais chocantes, elevadas maravilhas da imaginação do ser, tanto individual como do publico.

A inspiração varia de individuo para indivíduo, de causa para causa de motivos e momentos, sendo a natureza, os objetos, a palavra, alegria, tristeza, som, iluminação, o cenário e até o publico, os maiores motivadores.

O uso do próprio corpo como na arte corporal é um recurso riquíssimo, como teatro e artes de palco, seja com texto ou sem ele, com recursos ou não, cabendo ao artista às devidas adaptações ao melhor servir da arte pela arte.

Assim como o uso da voz, instrumentos musicais, instrumentos de apoio como figurino, maquiagem, cenário, efeitos especiais, iluminação, fator surpresa, o esquisito, e a inovação são sempre recursos validos, e dignos de serem trabalhados, no geral arte não se resume ao oficio simplesmente artista, sendo também uma qualidade a um oficio, como exemplo um mestre em culinária, um moldador, artesão, viver apenas do oficio de artista é um fardo para poucos, mais todos gostam da arte e se impressionam com arte, seja qual for. Arte que procura ou se direciona a manipulação de massas, trabalhos midiáticos, modernos, devem ser apreciados com cuidado, e sensibilidade, por casualmente ferir a essência do artista e do publico, gerando conflito artístico e num futuro mais próximo do que deveria, ocorrer uma quebra de paradigma, acidental, pode provocar rejeição, sufocando métodos e obras.

A liberdade de expressão deve perceber o bom senso do atual, respeitar o passado e trabalhar para o futuro. Respeitar a vida e os seres.

Interpretação não é agradar por audiência, todos os humanos em seus ofícios, demandam de responsabilidades sociais, históricas, e de própria censura, na constante do bem comum. Interpretar é demonstrar ao publico o que eles mesmos o são, e assim mesmo em ocasiões distintas, interpretar é se colocar como outro ser, corrompendo assim a essência divina da busca por si, arte de interpretar torna-se então uma das mais difíceis devido ao autocontrole do artista em não assimilar a personagem após o trabalho, e durante o trabalho de personalização não vivenciar o papel o dia todo, sobre pena de perder a personalidade própria, essencial, com o passar do tempo.

A poesia na construção de um texto, na formação de versos é a própria benção divina, poesia é concentração, paz, harmonia, não se trata a todos os momentos de regras, mais paixão, exporem e imprimir nosso saber em palavras inspirar-se no dia e na noite, escrever e cantar os sons dos pássaros, reinventar o som da cachoeira em uma frase. Cabe ao artista entender que não existem limites para perceber o sagrado de recitar um poema, de estudar um roteiro, formar uma mensagem e lidar com a arte.

 

Reflexão